quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Trabalho final revisado




Universidade de Brasília



Faculdade de Ciência da Informação
Disciplina: Diplomática e Tipologia Documental
Professor: André Lopez
Alunos:     Felipe Quintela   mat. 13/0025712 
                Renata Cunha     mat. 13/0077364
                Rosana Souza     mat. 13/0133043
                Viviane Correa   mat. 13/0155101


Trabalho Final

Introdução
A disciplina de Diplomática e Tipologia Documental no curso de Arquivologia, é uma ferramenta prática-teórica que possibilita a análise de documentos sob a perspectiva arquivística, bem como aprofundar e desenvolver conceitos bases para esta ciência. Como exemplo, podemos citar os conceitos de: série, fundo, função entre tantos outros. Diante disso nos foi proposto, no início do semestre, escolher um documento não convencional para que pudéssemos aprofundá-lo sob a ótica da referida disciplina. O intuito era de expandir o conhecimento e capacidade dos estudantes em compreender a amplitude do universo acadêmico em relação à diplomática e a tipologia documental e sua aplicação na Arquivologia.
Nossa escolha de documentos foram os Mapas. Falaremos a seguir um pouco mais sobre este documento atemporal e suas especificidades arquivísticas.
Ao longo do semestre em que cursamos esta disciplina, várias atividades foram propostas com o objetivo para ampliar nosso conhecimento. Em um grupo de quatro alunos, fizemos várias tarefas que nos impulsionava a pensar sobre estes documentos e entendê-lo, como sendo ou não de arquivo.
Portanto, este trabalho é a síntese de um semestre cheio de desafios em torno dos mapas e da arquivística em uma nova fase no mundo do conhecimento da nossa graduação.

Alguns conceitos importantes
Para podermos introduzir os mapas numa perspectiva arquivística, vale relembrar alguns conceitos importantes que se aplicam diretamente nessa abordagem. São os conceitos de diplomática e o de tipologia documental.
“A Diplomática, por definição, ocupa-se da estrutura formal dos atos escritos de origem governamental e/ou notarial.” (BELLOTTO, 2002, p. 13).
“Diplomática: Disciplina que tem como objeto o estudo da estrutura formal e da autenticidade dos documentos.” (DURANTI, 2015).
“A Tipologia Documental é a ampliação da Diplomática em direção à gênese documental, perseguindo a contextualização nas atribuições, competências, funções e atividades da entidade geradora/acumuladora.” (BELLOTTO, 2002, p. 19)

- Gênero: “configuração que ass.ume um documento de acordo com o sistema de signos utilizado na comunicação de seu conteúdo” (AAB/SP, 1996, p.41); ex: textual, sonoro, imagético etc.
-  Formato: “configuração física de um suporte, de acordo com a sua natureza e o modo como foi confeccionado” (AAB/SP, 1996, p.39); ex: livro, folha avulsa, cartaz etc.
- Espécie:configuração que assume um documento de acordo com a disposição e a natureza das informações nele contidas” (AAB/SP, 1996, p. 34); ex: ata, panfleto, resolução etc.
- Suporte: “material sobre o qual as informações são registradas” (AAB/SP, 1996, p.72); ex: papel, acetato de celulose, poliéster, plástico etc.
“Os diplomatistas antigos estabeleceram uma metodologia para analisar formas documentais que permitem a compreensão de ações administrativas e as funções que as geraram.” (Duranti, 2015). Esta forma pode ser fica ou intelectual. A diplomática traz a luz outros conceitos como autenticidade e veracidade. A tipologia documental é um desenvolvimento da diplomática voltada para arquivologia. Ela se faz necessária para podermos identificar as séries documentais. Compreendemos ao longo da disciplina que a autenticidade é a criação dos documentos de acordo com os trâmites estabelecidos pela organização produtora deste documento. E a veracidade é a capacidade do documento de ser o que realmente o diz. Não podemos esquecer que ainda temos conceitos incluídos na amplitude da diplomática e da tipologia tais como: espécie, gênero, forma, formato, suporte.

Os Mapas
Esse tipo de documento é bastando antigo e vem desde séculos A.C. Seus primeiros suportes foram em argila, pele de animais, madeira, rochas entre outros. Desde então nunca deixou de estar presente nas sociedades a evoluiu em todos os aspectos. O que antes era restrito a governantes, a igrejas e a intelectuais como na antiguidade, hoje se encontra disponível a qualquer um que tenha acesso a internet. Os mapas evoluíram em tecnologias tanto para sua produção como para sua difusão. Além de constituírem uma área própria de conhecimento, a cartografia, aumentou a variedade de usos possíveis em incontáveis contextos. Hoje, pela internet se tem acesso em tempo real, em várias escalas, a qualquer lugar do mundo. Bem como inúmeros sites disponibilizam os mais variados tipos de mapas em seus acervos para a população. Sejam científicos, governamentais ou até amadores (por exemplo: quem descobre uma nova trilha para aventuras), os mapas podem ser disponibilizados para a população.
Os mapas e a Arquivologia
Os mapas possuem algumas características próprias como documentos: Frequentemente ele nasce com valor permanente, pois, mesmo terminado sua função administrativa, ele pode ser novamente requisitado por seu valor probatório em diferentes contextos, seja num processo judicial, seja como fonte de pesquisa, ou até mesmo para embasar novas decisões administrativas. Diferentemente de outros documentos, mesmo isoladamente, se for autêntico, consegue de forma diferenciada, transmitir informações do seu contexto de criação.
Para um mapa ser considerado autêntico ele precisa além de ter os itens básicos como, escala, título, legenda e orientação, precisa obedecer a critérios preestabelecidos de criação. No caso dos mapas isso depende de instituição para instituição. Contudo o Brasil estabeleceu uma normatização básica para a produção desses documentos.
Ao ser criado com um propósito específico, um projeto, por exemplo, o mapa desempenha sua função administrativa. O conhecimento desse contexto é de estrema importância para a abordagem arquivística ao documento. Pois mesmo o mesmo documento, ao estarem em contextos diferentes apresentam funções diferentes. Mesmo um mapa sendo original e até autêntico, não necessariamente ele é um documento de arquivo. Para tal, ele precisa desempenhar sua função arquivística, que seria ser guardado como prova de alguma atividade, normalmente da que o gerou. Para a tipologia e diplomática, esse é um aspecto fundamental, pois, para avaliar o documento tipologicamente é preciso conhecer o seu contexto institucional. Assim é possível identificar as séries documentais para o estabelecimento correto de um plano de classificação.
Para visualizar essa informação fizemos a análise do mesmo documento (mapa utilizado na oficina realizada na disciplina) em dois contextos:

No contexto do ICMBIO:

Denominação/espécie: Mapa de Potencialidade de ocorrência de Cavernas baseada na litologia;
Formato: Imagem JPEG;
Gênero: Cartográfico;
Suporte: Digital/ computador;
Forma: cópia;
Definição: Mapa de potencialidade de cavernas para monitoramento da CECAV;
Fundo: ICMBIO
Data de Emissão: 2008;
Função Administrativa: Levantamento de dados para acompanhamento das cavernas;
Contexto Institucional: O documento é resultado de expedições realizadas pela CECAV para mapear as cavernas pelo Brasil e controlar o acesso visando a preservação, o monitoramento,  e a conservação das mesmas.

No contexto da nossa oficina:

Denominação/espécie: Mapa de Potencialidade de ocorrência de Cavernas baseada na litologia;
Formato: Folha avulsa A3
Gênero: Cartográfico;
Suporte: Papel;
Forma: cópia;
Definição: Mapa de potencialidade de cavernas para atividade da disciplina de DTD;
Fundo: Grupo Arquivo Maps
Data de Emissão: 06/11/2015
Função Administrativa: #
Contexto Institucional: Reprodução do mapa para do acervo da ICMBIO para  utilização como exemplo na oficina de DTD.

No tema da serialidade dos mapas, estes também são peculiares, pois podemos acompanhar a evolução de um determinado aspecto desenvolvido ao longo do tempo. Na busca por mais informações fomos ao arquivo público de Brasília, e a mapoteca. Lá encontramos uma curiosa série de mapas que retrata bem o conceito e funcionalidade.

A cartografia no Brasil foi regulamentada a partir do Decreto-Lei nº 200/67, que instituiu o Ministério do Planejamento como órgão responsável pela organização do Sistema Estatístico e Cartográfico Nacionais. Neste contexto é reconhecido o Sistema Cartográfico Nacional – SCN- pelo Decreto-Lei n°243/1967 cuja gestão é do Ministério do Planejamento, assessorado pela Comissão Nacional de Cartografia – CONCAR. O Decreto-lei n°89.817/1984 instituiu como função da CONCAR o estabelecimento das normas técnicas a serem observadas por todas as entidades públicas e privadas; produtoras ou usuárias de produto cartográfico.

Considerações Finais
 Na longa caminhada deste semestre nos deparamos com dificuldades impostas pela dicotomia entre teoria e prática. Até então sabíamos (achávamos que) dos conceitos básicos constantemente falados desde o primeiro semestre. Contudo, ao nos debruçar para um documento não convencional e compreendê-lo como documento de fato. Nos deparamos com a real complexidade da Arquivologia como ciência. Além de enxergar plenamente nossa imaturidade como profissionais (mesmo que em formação). Pois precisamos refletir e compreender quão importante é aprender e desenvolver cada um dos aspectos da disciplina de DTD como base para a nossa formação profissional. Nossa área é muitas vezes vista como sendo técnica, mas ao cursar a disciplina, ficou bem claro o quanto de atividade intelectual está inserida em toda nossa formação e atuação cotidiana. Evidenciou ainda o quanto se pode contribuir cientificamente para o crescimento desta disciplina. Temos a certeza de foi de grande valia para nossa graduação e principalmente o crescimento acadêmico intelectual. Sim, sairemos com outro olhar para a teoria, e outra postura para a prática. E ainda mais certos da necessidade de nos aprofundarmos e nos desenvolvermos na área. Chegamos quase estáticos e saímos com muitos questionamentos. O que é muito bom, pois impulsiona a máquina do conhecimento em nós mesmos produzindo efeitos inimagináveis. Observamos que a dimensão da palavra “documento” mudou, compreendemos (ou começamos a compreender) o que existe por trás desse termo. O quanto a diplomática e a tipologia documental estão mais próximas do nosso cotidiano do que imaginamos. Sim, os documentos fazem parte da nossa realidade constantemente.



Referências Bibliográficas:
AAB/SP - ASSOCIAÇÃO DOS ARQUIVISTAS BRASILEIROS. Núcleo Regional de São Paulo. Dicionário de terminologia arquivística. São Paulo: Secretaria de Estado da Cultura, 1996.

BELLOTTO, Heloísa Liberalli. Como fazer análise diplomática e análise tipológica de documento de arquivo . São Paulo : Arquivo Do Estado, Imprensa Oficial, 2002.

BELLOTTO, Heloísa Liberalli; CAMARGO, Ana Maria de Almeida (Coord.). Dicionário de Terminologia Arquivística. Associação dos Arquivistas Brasileiros - Núcleo Regional São Paulo / Secretaria de Estado da Cultura - Depto. de Museus e Arquivos, 1996.
BRASIL, Arquivo Nacional. Dicionário brasileiro de terminologia arquivística. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2005.
DURANTI, Luciana. Diplomática: novos usos para uma antiga ciência (parte v) diplomatics: new uses for an old science (part v) | Diretora do Master on Archival Studies da Universidade de British Columbia, Vancouver, Canadá. Diretora do Projeto InterPARES, pesquisa internacional multidisciplinar sobre preservação de documentos digitais autênticos.
acervo , rio de janeiro , v . 28 , n . 1 , p . 196 - 215 , jan . / jun . 2015 – p . 196-215. Acesso em 01/12/2015.
LOPEZ, André Porto Ancona. Tipologia documental de partidos e associações políticas.
São Paulo: Loyola, 1999.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1965-1988/Del0243.htm

Logo abaixo você encontra um vídeo que fizemos com alguns conceitos importantes sobre diplomática e tipologia documental inserido no nosso tema (mapas):


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Discutindo sobre...

Na aula passada foi realizada mais uma atividade de avaliação tipológica referente a alguns documentos "diferentes" (não usuais). Cartões postais, imagem de caixa de suco, folder... Muitos pontos foram discutidos e muitas dúvidas foram geradas.
O primeiro ponto discutido foi o tópico "denominação". Houve discordância nas respostas e a discussão que a denominação é similar a espécie . A espécie é geralmente o primeiro ponto a ser detalhado na análise. O formato sendo analisado na sequência da espécie norteia e dá mais ênfase ao prosseguimento restante da análise documental.
Ao analisarmos o gênero, a questão da falta de vocabulário específico (controlado) foi um dos pontos de debate e visão de oportunidade de pesquisa na área. Sim, temos deficiência de estudos e precariedade de padronização de vocabulário na arquivística.
 Marilena Paes (2004) com relação ao gênero, definiu a existência de alguns gêneros somente: " escrito textual, cartográfico, iconográfico, filmográfico, sonoros, micrográficos e informáticos." No entanto, observamos que essa padronização deixa a desejar na observância da prática ao tentar enquadrar certos documentos nestes gêneros. Em sala de aula, por exemplo, ao analisarmos cartões postais, vimos que também era uma peça publicitária, logo, não poderia ser enquadrado em somente UM dos gêneros, mas sim, uma combinação de gêneros.
A questão do controle vocabulário é um fator essencial na recuperação da informação tanto para o produtor do documento quanto para os pesquisadores por meios de instrumento de pesquisa. O controle do vocabulário com uma linguagem consistente assegura o compartilhamento eficiente.
Lembramos que essa discussão sobre o controle de vocabulário não se delimita somente ao gênero, mas também abraça a necessidade de conhecimento e controle dos elementos: forma, formato, espécie, suporte, etc.
A padronização do vocabulário é um fator de "união" do campo de estudo e fortalecimento da Arquivologia como ciência e sua aplicação prática. Essa padronização é capaz de orientar, unificar e embasar os profissionais da área e o desenvolvimento coletivo.
O conhecimento dos termos e a padronização do vocabulário é um fator decisório para a Arquivologia e será um divisor de águas na Ciência da Informação.

PRÉVIA DA OFICINA DE DIPLOMÁTICA

Imagem acessível em: Dreams Time



O grupo tem como tema da oficina o estudo de mapas. Teremos um breve histórico dos mapas, explicaremos desde o processo de criação desses documentos até a sua disposição para o usuário final. Para tanto, analisaremos o contexto atual no qual esses documentos se inserem e transcorreremos sobre o uso de mapas em diversas áreas e suas implicações. Ao final, analisaremos tipológica e diplomaticamente um dos mapas que será estudado pelo grupo.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Sexta Feira de Revisão...




Boa noite!
Tivemos uma atividade surpresa para ser realizada durante a aula! e a atividade é: Avaliar o blog de um companheiro de viagem! As perguntas que devemos responder são:

1 - Quais são os principais pontos aproveitáveis do blog em questão? Justifique.
2 - Como está o blog no referente a sua usabilidade e adequação com as disciplinas de DTD e Permanente?
3 - O blog está mantendo essa mesma usabilidade e adequação no que se refere ao tema escolhido? Comente.
4 - Como está a abordagem do blog caso o público "leigo de arquivo" o visita-se?
5 - Deixe um comentário feedback geral para o Blog visitado.

Aqui vamos nós...

Blog avaliado: Senhores do Arquivo.

1- O blog Senhores do Arquivo tem como tema principal a criação e a divulgação dos Doodles. Estes logotipos do site de pesquisa Google podem ser modificados em datas específicas, comemorações de ordem nacional ou mundial. Entendemos melhor o funcionamento dos Doodles desde a sua concepção até a divulgação, com ênfase no processo de criação, público alvo, datas comemorativas específicas.

2- As atividades propostas estão adequadas de acordo com o tema escolhido pelo blog. Os Doodles fazem parte do Google e até serem divulgados, passam por vários processos dentro da empresa. Através das postagens do blog nós entendemos o processo que os tornam autênticos, até a sua guarda permanente (nos arquivos do Google) e/ou divulgação.

3- Sim. Desde o início da criação do blog a proposta foi fazer análises da criação e divulgação dos Doodles, o que semanalmente tem sido alimentado com novas curiosidades e informações pertinentes à disciplina DTD.

4- Sim. O conteúdo está disponibilizado de forma simples, direta e de fácil entendimento. Não precisa necessariamente ser um arquivista para entender o conteúdo disponibilizado pelo blog.

5- Tirando a foto RIDÍCULA da capa... (brincadeirinha!). Além de abordarem um tema interessante, que está presente no nosso dia a dia, estão sempre surpreendendo com criatividade e dentro do que é solicitado em aula. SS garantido!

Diversidades de Tipologias.

Atividade: B 

           Diante de todos os modelos propostos pelos textos dados na matéria e tendo o capítulo 1.3 do último texto de Mariano Garcia como referência, o grupo, após perquirir sobre qual modelo se adequaria melhor ao estudo dos documentos originados pelo Google Maps, decidiu por adotar o modelo de estudo de “Madrid”.
A escolha se deve ao fato do modelo poder se ajustar a documentos contemporâneos – como é o caso dos documentos do Google Maps. Tal modelo se estrutura em dez itens:
·         Tipo documental;
·         Órgão produtor;
·         Legislação;
·         Trâmite;
·         Documentos que compõem o expediente;
·         Ordenação da série;
·         Conteúdo;
·         Vigência administrativa;
·         Expurgo; e
·         Acesso. 
            Percebe-se, com esse modelo, que mesmo que o documento escolhido pelo grupo seja eclético, é possível fazer a identificação tipológica do documento.

Analisando os Blogs amigos - Viviane Ribeiro

Olá, para a atividade desta semana destacarei os seguintes post que acheis interessante:

1- Blog Arquivos Jurídicos,  post Análise do Vídeo - "Oração do Mensalão":  Achei este post interessante tendo em vista que ainda não praticamos a análise diplomática e tipológica nesse tipo de documento,  servindo então de exemplo, tanto em função do documento escolhido como da própria análise.

2- Blog Diplomática  documental, post Mapa mental: Este post foi feito por vários grupos por ser uma atividade orientada pelo professor ( e provavelmente faremos também), porém comparando com outros grupos achei este menos confuso, mais didático. 

3- Blog Olha o passarinho, posts sobre conceitos: Esta tarefa pareceu bastante trabalhosa, contudo disponibilizou um conteúdo bem interessante sobre o tema. Pode ser usado como complemento para o estudo da disciplina. Muito bom. 

Dia de Visita!

Acessível em: Hunting English

Como nos foi proposto pelo Blog Mãe, melhoramos o blog!
Para começar, ele está de cara nova. Fizemos um template bem bacana. Além disso, o tornamos mais acessível adicionando o próprio tradutor do Google, a possibilidade dos visitantes seguirem nossas postagens inscrevendo seu e mail e também colocamos a barra de busca e marcadores para facilitar o acesso ao conteúdo rapidamente. Agora através do nosso blog também é possível acessar o Blog Mãe e os blogs de nossos companheiros de semestre! Os links dos blogs foram todos adicionados em "Companheiros de Viagem". Em "Paradas para Abastecer" colocamos links interessantes sobre nosso tema (mapas) e Arquivologia. Adicionamos também uma enquete, você já foi conferir?

Visitando Velhos Amigos - Renata Cunha




Olá!
A atividade proposta dessa semana foi a de fazer uma visita a 3 blogs de semestres anteriores de nossos companheiros de curso, escolher 1 post de cada e dizer qual a importância deste para a Arquivologia.
Vamos lá:

1. Blog: Paladarq
Post: Digerindo 14: Classificação e Ordenação de Documentos de Arquivo
A classificação e a ordenação fazem parte da base da formação de arquivistas. Montar um plano de classificação junto a uma tabela de temporalidade é essencial para manter a ordem em um arquivo, permitindo que a informação desejada seja encontrada no menor tempo possível.

2. Blog: Mais do que Meros Detalhes
Post: Formulário para Análise dos Documentos da Proposta
Esse post nos faz entender que o arquivista deve ver um documento como um todo no seu contexto de produção, com suas características extrínsecas e intrínsecas. Ou seja, deve-se fazer uma análise diplomática e tipológica para que se possa depois fazer uma avaliação e um plano de classificação para se pensar a melhor maneira de conservá-lo.

3. Blog: Arquivos Alcoolicos
Post: Bizagi
Através do fluxograma feito pelos colegas do blog, podemos perceber o trâmite feito pelos rótulos dos produtos, nos ajudando a perceber se um rótulo é autêntico ou não. O mesmo processo acontece quando se quer provar a autenticidade de um documento dentro de uma organização, por exemplo. A busca da autenticidade de um documento, a análise diplomática, recorre também ao trâmite do mesmo, o que irá dizer se é autentico ou não.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Tarefa relâmpago


Olá terráqueos!
Estamos vigiando vocês daqui do espaço. Cada passo, cada caminhada, corrida, tropeço ou tropicão estão devidamente DOCUMENTADOS E ARQUIVADOS no Google Maps...
A tarefa relâmpago de hoje, com a ajuda do Luiz Carlos, fizemos um fluxograma da produção das imagens produzidas pelo Google Maps.
Então tá!


https://www.dropbox.com/s/79skuzpoj0f210s/Arquivo%20maps.bpm?dl=0

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Documento Misterioso

Descobrimos que o documento misterioso se trata de um cartão perfurado ou "punched cards".
Um breve história...
Em 1801, os cartões perfurados nasceram da ideia de Joseph- Marie Jacquard que construiu um tear mecanizado. "Inventou um processo simples: cartões perfurados poderiam registrar, ponto a ponto, a receita para confecção de um tecido."
Em 1833, Ada Augusta Lovelace criou uma "programação" que complementava o funcionamento da Maquina de Charles Babbage (uma das primeiras calculadoras). No mundo da Tecnologia da Informação eles podem ser considerados os precursores da TI moderna. A mãe do software e o pai do hardware.
Cartões perfurados ou Punched cards são instrumentos de armazenamento de dados que representam analogicamente documentos digitais.
Estes foram usados no século XX para o processamento e armazenamento de dados, quando a IBM (International Business Machines), uma empresa dos EUA voltada para a área de tecnologia da informação, os desenvolveu e os incorporou a computadores eletrônicos. Isso aconteceu porque Herman Hollerith (um dos fundadores da IBM) percebeu que poderia codificar informações nestes cartões perfurados. Naquela época o objetivo era codificar os dados do censo de 1890 dos EUA nos cartões.

80 column Punched Card
A business-savvy design
In selecting IBM engineer and inventor Clair D. Lake’s groundbreaking 80-column, rectangular-hole design, IBM leadership made a conscious decision to retool the card in a proprietary way that it would not only double the amount of data that could be stored, it would be compatible only with IBM-manufactured machines.
Imagem e legenda podem ser acessados no site da IBM

Esse vídeo, retirado do Youtube, conta de forma didática a história dos Cartões Perfurados:


Os Cartões Perfurados foram os precursores da memória de armazenamento usados em computadores. Foram o principal meio de entrada, armazenamento e processamento de dados na computação. Hoje nós temos o armazenamento "em nuvem", que se dá através da internet.

Do cartão perfurado a nuvem
Do cartão perfurado à nuvem. Acesse a imagem no site Otimize Nesting
https://fr.wikipedia.org/wiki/Joseph_Marie_Jacquard
http://www.techtudo.com.br/platb/desenvolvimento/2011/06/20/historia-da-programacao-como-tudo-comecou/
http://www-03.ibm.com/ibm/history/ibm100/us/en/icons/punchcard/
https://en.wikipedia.org/wiki/Herman_Hollerith
http://ethw.org/Early_Punched_Card_Equipment,_1880_-_1951

 Agora vamos às perguntas e respostas sobre estes precursores do armazenamento de dados.

- Qual a espécie documental?
Cartão Perfurado, ou Punched Card.

- Este documento é autêntico?
Aparenta ser autêntico. Perfurações retangulares são próprias das máquinas de perfurar criadas pela IBM no século XX. Além dos sinais de validação.

- Quais seus sinais de validação?
Canto inferior esquerdo grafado IBM, seguido da numeração e provável data: IBM 5081 12-71. Segundo o site da IBM a empresa patenteou diversos formatos, entre eles: 80 colunas e 10 linhas a 12 linhas.

- Qual o seu formato?
Cartão perfurado retangular.

- É documento de arquivo? Se sim, qual arquivo? Se não, por que não?
Como pertencem ao professor André, somente ele será capaz de responder tais questões.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Criando Conceitos: Séries e acesso / classificação

Go VA! -Series
Rodovia VA - EUA. Acervo Rosana Souza -2011
Conceito: Serialidade e Acesso
Título: Go VA!
Autora: Rosana Souza
Data: Julho de 2011
Local: Virgínia
País: Estados Unidos da América

Descrição: Rodovia no estado da Virgínia da cidade de Peterburg para Virgínia Beach num belo dia de verão.
A repetição da árvores, do guard rail, e sinalização horizontal indicam a serialidade. Além de uma rodovia ser necessariamente um caminho, um acesso.

Clasificación floral
Tower of the Americas - San Antonio - TX - EUA. Acervo Rosana Souza - 2012

Conceito: Classificação
Título: Clasificacíon floral
Autora: Rosana Souza
Data: 09 de janeiro de 2012
Local: Torre das Américas
Cidade: San Antonio -TX
País: Estados Unidos da América

Descrição: Painel de mosaicos  de cerâmica nas paredes do museu da Torre das Américas
A separação das espécies de flores e suas respectivas cores representam a classificação, agrupamento dos similares e separação de desiguais, apesar de todas serem flores.

Duplicidade e Espionagem - Duplicity

Duplicity (2009)

Após assistirmos ao filme de espionagem Duplicity, escolhemos três documentos vistos no filme para respondermos às seguintes questões:

- Qual o contexto que estes documentos estão inseridos?
- Quais os seus sinais de validação?
- Os documentos são autênticos?
- Os documentos são verídicos?












1- Discurso do Presidente da E. aos funcionários para anunciar os novos projetos e rumos da empresa. Carta redigida a mão pelo próprio presidente da empresa dos quais o sinais de validação é a própria grafia e provável assinatura. O documento é autêntico, por ser produzido pelo dono da empresa, contudo, o documento não é verídico já que as informações contidas eram falsas. Não havia nenhum produto a ser lançado de fato.















2- Parcial da conta do hotel (deixada embaixo da porta) em que o casal se hospedou na Itália. Não necessariamente é um documento fiscal, mas pode ser um comprovante de hospedagem e pagamento, dependendo do contexto. Sinais de validação: Logomarca e dados do hotel, dados dos hóspedes (nome), número da reserva,  data  e horário de check in e provável check out, número do quarto do hóspede (UH), forma de pagamento, descrição de serviços e valores ( diárias, room service, frigobar...). Documento autêntico e verídico, pois é um documento emitido pelo hotel em que se hospedaram de fato.



3- Fórmula "roubada". A suposta fórmula do xampú contra calvície desenvolvida pela empresa E., que foi "roubada" pela empresa concorrente, era autêntica (creme de pele) mas não era verídica (xampú contra calvície). Neste caso, não havia sinais de validação da fórmula. 



Arquivando novos documentos!

Escolheu-se como documento não-convencional a Bandeira do Distrito Federal .

Histórico:

A Bandeira do Distrito Federal foi criada pelo poeta Guilherme de Almeida, reconhecido como autoridade em Heráldica (ciência e arte em criar símbolos como bandeiras, brasões e entre outros).
A instituição da Bandeira se deu pelo Decreto n°  1.090 de agosto de 1969 . A Bandeira é composta por um retângulo branco no qual está centralizado um quadrado verde contendo uma cruz amarela.
As cores, além de seguirem o modelo da Bandeira do Brasil, simbolizam respectivamente: o branco representa a Paz, o verde representa as matas da região , e o amarelo (a cruz) simboliza a herança indígena (nativos que ocupavam a região de Brasilia) e a força que emana do centro para todas as regiões.

Analise Diplomática:

Denominação: Imagem da Bandeira do Distrito Federal . 
Gênero: documento Imagético
Suporte: Meio Digital 
Forma: Cópia 
Formato: HTML, JPG
Produtor: Governo do Distrito Federal Guilherme de Almeida.
Legislação referente: Decreto 1.090 de agosto de 1969.
Finalidade:  Símbolo para representar o Distrito Federal.
Sinais de Validação: Símbolos e  cores representados na Bandeira do Distrito Federal dispostos pelo Decreto 1.090 de agosto de 1969.

Referências:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bandeira_do_Distrito_Federal_(Brasil)    
https://www.portalbrasil.net/brasil_cidades_brasilia.htm
http://www.arqsp.org.br/arquivos/oficinas_colecao_como_fazer/cf8.pdf


Temos também como documento não convencional o Mapa Astral. Como um exemplo, fizemos o Mapa Astral do próprio Blog, Arquivo Maps.
Um Mapa Astral mostra a posição dos astros e dos signos do zodíaco em relação à Terra. O movimento dos astros é responsável por influenciar as pessoas positivamente ou negativamente.




- Mapa Astral para Arquivo Maps
- Nascido em Brasília às 15:57 do dia 21/08/2015- Longitude: 47W54 Latitude: 15S49 Fuso: 3





Capítulo 1 - DESCRIÇÃO GERAL
Você é enérgico, franco, sincero, generoso e independente. Adora ter a atenção dos outros e de brilhar. Sua poderosa vontade confere-lhe capacidade de mando e não admite ser contrariado. Seu orgulho, passionalidade e individualismo criam-lhe atritos.
Capítulo 2 - TEMPERAMENTO E EMOTIVIDADE
Você tem um temperamento apaixonado e firme que faz com que sinta a atração do sexo oposto. Tende a ser pessoa ciumenta e possessiva e não perdoa ofensas pessoais. Porem, também é muito confiante em si e é capaz de sacrificar-se por algo de valor.
Capítulo 3 - MENTE E COMUNICAÇÃO
Sua mente é exigente e exata, gosta de classificar e examinar tudo, alem de possuir grande clareza lógica. Entretanto, quando está indisposto, adora criticar tudo e todos. Sua visão global é prejudicada muitas vezes pelo excesso de atenção aos detalhes.
Capítulo 4 - SENSIBILIDADE E AFETOS
Sua sensibilidade costuma ser ardente, fiel e protetora, mas gosta de atrair as atenções dos outros. Como você é romântico, prefere os namoros excitantes e dramáticos. Gosta de exibir sua namorada ou cônjuge. Depois de casar sabe ser leal e devotado.
Capítulo 5 - ATIVIDADE E CONQUISTA
Sua atividade é altamente competitiva, constante e determinada. Sua criatividade costuma manifestar-se em ocupações perigosas ou artísticas e através de posições de liderança. Você também é muito dado as conquistas amorosas. Age e joga para ganhar.
Capítulo 6 - SENTIMENTO E ÊXITO
Você é cauteloso e conservador na realização de sonhos e metas, preferindo planejar sua vida do que se arriscar. Você anda em busca de um método ou sistema que garanta o seu sucesso. Também não aprova a desordem na aparência e no lar.
Capítulo 7 - ESFORÇOS E LIMITAÇÕES
Você é bastante reservado a respeito do que verdadeiramente acha e sente e tem dificuldade para manifestar-se abertamente. Você costuma lutar contra seu próprio subconsciente e ter problemas de comunicação com as pessoas mais chegadas.
Capítulo 8 - ORIGINALIDADE E INDEPENDÊNCIA
Você tem audácia e iniciativa, diz o que pensa sem rodeios, dispõe de muitos recursos interiores, exige liberdade de ação e adora as aventuras e reformas políticas, sociais e cientificas, mas é muito impulsivo e temperamental.
Capítulo 9 - IMAGINAÇÃO E PSIQUISMO
Você nasceu e faz parte de uma geração de sonhadores, idealistas e visionários que tende a refugiar-se na bebida e nos tóxicos. Teatro, musica, arte imaginativa e fantasia também são muito populares entre as pessoas da sua geração.
Capítulo 10 - TRANSFORMAÇÃO E DESTINO
Você nasceu e faz parte de uma geração prática e conservadora, muito preocupada com a ordem publica, o governo e o direito. E dedicada também ao aperfeiçoamento do trabalho profissional e a expansão do comércio e da indústria.

Análise Diplomática:

Denominação: Mapa Astral do Blog Arquivo Maps
Gênero: Documento imagético
Suporte: meio digital
Forma: Cópia
Formato: HTML, JPG, gráfico
Produtor: Blog Arquivo Maps
Finalidade: Representar as características de um indivíduo pela posição dos astros a partir do horário de seu nascimento.
Sinais de Validação: não identificados

Refêrencias: http://somostodosum.ig.com.br/mapa/

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Um documento para chamar de meu

Breve Histórico da Cartografia - Mapas

Cartografia é uma ciência voltada para a elaboração de mapas, unindo conhecimentos científicos, técnicos e artísticos.
Pode-se dizer que a cartografia surgiu na antiguidade, pois encontramos representações de mapas na Grécia Antiga, Império Romano, Mesopotâmia, entre outros povos antigos. Evidentemente que os cartógrafos da época antiga não tinham muitos recursos para produzirem mapas com precisão. Os mapas antigos eram repletos de imperfeições, principalmente, no que se refere à proporcionalidade. Mesmo assim, serviam de referência para viajantes e comerciantes da época, que necessitavam muito destas informações para planejarem suas viagens.

Na época das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos (séculos XV e XVI), os cartógrafos foram extremamente importantes. Cada expedição levava um especialista em mapas, pois era importante que as embarcações não se perdessem nos vastos oceanos. Foi no século XVI que os primeiros mapas do continente americano e também do Brasil foram elaborados.
Atualmente, os cartógrafos contam com informações gráficas enviadas por satélites. Estes dados chegam com total precisão, cabendo ao cartógrafo interpretá-los e organizá-los de forma científica. Computadores avançados são utilizados nestas operações, oferecendo resultados de grande importância.

Sobre


Um mapa é uma representação visual de várias regiões. Estes mais conhecidos são representações bidimensionais de um espaço tridimensional. A ciência da fabricação e concepção de mapas designa-se cartografia. Por vezes a cartografia de debruça sobre a projeção de superfícies curvas sobre superfícies planas, no processo chamado planificação. Os mapas também são uma expressão da necessidade humana de reconhecer e representar o seu espaço.
Os mapas mais antigos que se conhecem foram encontrados na antiga cidade de Çattal Huyulk, na Turquia, e datam cerca de 6204 a.c; estando bem desenhados em uma parede. Existem também mapas em outras culturas ancestrais, como por exemplo na asteca, na esquimó, na mesopotâmica, etc. Com a invenção do papel os mapas passaram a ser desenhados em folhas (talvez daí subsista quase como sinônimo a palavra carta), mais concretamente do termo grego que designava as folhas de papiro usadas na execução dos mapas, e que era karte. O termo carta é normalmente usado para se referir a mapas antigos. Na Idade Média os mapas em uso na Europa eram frequentemente centrados em Jerusalém e com o Oriente para cima.
Um dos grandes passos na evolução dos mapas é dado na época dos descobrimentos, quando as áreas representadas eram bem maiores que anteriormente e havia a necessidade de obter bons níveis de precisão posicional para conseguir navegar com relativa segurança.

Aspectos da Cartografia

Se o mapa cobrir uma grande área da superfície terrestre, de modo a que a curvatura da Terra ou a ondulação do geoide possam já influir na medição de distâncias e na precisão pretendida na representação, ter-se-á de escolher uma projeção cartográfica. Matematicamente, esta é uma função que transforma coordenadas polares ou geodésicas (latitude, longitude) em coordenadas do plano do mapa. Necessariamente, isto provoca distorção.

Características gerais dos mapas:

Representação plana;
Geralmente em escala pequena;
Área delimitada por acidentes naturais (bacias, planaltos, chapadas, etc.), político-administrativos;
Destinação a fins temáticos, culturais ou ilustrativos.

Generalizando: Um mapa é a representação no plano, normalmente em escala pequena, dos aspectos geográficos, naturais, culturais e artificiais de uma área tomada na superfície de uma Figura planetária, delimitada por elementos físicos, político-administrativos, destinada aos mais variados usos, temáticos, culturais e ilustrativos.

Projeções

Todo planisfério apresenta distorções, pois é impossível representar perfeitamente uma superfície esférica em um plano. Cabe a quem confecciona o mapa, optar qual a característica será mantida,
se a forma (mapa conforme), se a distância (mapa equidistante), se a área (mapa equivalente).
Quanto à técnica empregada na sua confecção, as projeções podem ser:

Cilíndrica: O Plano de projeção é um cilindro envolvendo a esfera terrestre
Cônica: O plano de projeção é um cone envolvendo a esfera terrestre
Azimutal: O plano de projeção é um plano tangente à esfera terrestre

Tipos de Mapas

Um dos elementos fundamentais dos mapas modernos é a presença de uma escala, que permite determinar as dimensões reais dos objetos cartografados e medir distâncias (a escala é um quociente entre a medida no mapa e a medida real correspondente). Quanto maior for a escala, menor é o detalhe, ou seja, mais amplas e gerais serão as informações do mesmo.
Há também mapas que apenas representam a posição relativa dos objetos e não permitem retirar conclusões sobre as distâncias entre eles. Exemplos são os mapas do metro de muitas cidades. Outros mapas, que abdicam da fidelidade posicional dos objetos para escalar as suas representações em função de quantidades associadas a esses objetos, dizem-se cartogramas.
Como representações abstratas do mundo os mapas não são neutrais e devem ser interpretados cuidadosamente: uma das razões é a distorção provocada pela projeções cartográficas, que pode induzir em erro quanto à comparação de áreas distintas, por exemplo. Os objectos que se representam num mapa dependem do tipo de uso para o qual este é elaborado. Por exemplo, um mapa de estradas dará importância à rede viária ao representar os vários tipos de vias, os cruzamentos e as distâncias entre cidades. Um mapa geológico caracterizará do ponto de vista da geologia o solo numa dada região. Um mapa político mostrará as fronteiras ou outras divisões administrativas. Um mapa para navegação marítima dará prioridade à localização de faróis, portos e relevo submarino.
A cartografia sofreu uma verdadeira revolução com a aplicação dos Sistemas de Informação Geográfica e do Sistema de Posicionamento Global a partir do final do século XX. Esta revolução opera-se não apenas a nível da produção mas também da circulação, manipulação e utilização de informação espacial. É fácil hoje produzir um mapa personalizado no computador ou obter um outro, de qualquer local do mundo, na internet.

Classificação dos Mapas

Mapas físicos
Mapa geomorfológico - representa as características do relevo de uma região.
Mapa climático - indica os tipos de clima que atuam sobre uma região.
Mapa hidrográfico - mostra os rios e bacias que cortam uma região.
Mapa biogeográfico - aponta os tipos de vegetação que cobrem uma determinada localização.

Mapas humanos
Mapa político - aponta a divisão do território em países, estados, regiões, municípios.
Mapa econômico - indica as atividades produtivas do homem em determinada região.
Mapa demográfico - apresenta a distribuição da população em determinada região
Mapa histórico - apresenta as mudanças históricas ocorridas em determinada região.
Mapa rodoviário - estuda as rodovias e as estradas de um país.
Mapa topográfico - estuda o relevo em níveis de altura (também inclui os rios mais importantes do local).

Elementos de Um Mapa

Título: nome que indica o que o mapa está representando, contendo informações como o recorte espacial, o período de tempo e a temática em geral.
Escala: informação de quantas vezes o terreno real (no caso a Terra ou parte dela) foi reduzido em relação ao mapa;
Legenda: identifica os símbolos e as cores usados no mapa.
Orientação: aponta no mapa o rumo da rosa-dos-ventos
Fonte: entidade responsável pela realização do mapa

Instituições Responsáveis pela Execução de Cartografia

Instituto Geográfico Português
Instituto Geográfico do Exército
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
Instituto Geográfico e Cartográfico de São Paulo
Instituto Geográfico e Histórico da Bahia

Curiosidades

Em latim, mappa designava lenço e mappa mundi era o mundo em um lenço.

O Google Earth é um programa de computador desenvolvido e distribuído pela empresa estadunidense Google, cuja função é apresentar um modelo tridimensional do globo terrestre, construído a partir de mosaicos de imagens de satélites obtidas de fontes diversas, imagens aéreas (fotografadas de aeronaves) e GIS 3D. Desta forma o programa pode ser usado simplesmente como um gerador de mapas bidimensionais e imagens de satélite ou como um simulador das diversas paisagens presentes no Planeta Terra. Com isso, é possível identificar lugares, construções, cidades, paisagens, entre outros elementos. O programa é similar, embora mais complexo, ao serviço também oferecido pelo Google conhecido como Google Maps.
Anteriormente conhecido como Earth Viewer, o Google Earth foi desenvolvido pela Keyhole Inc, uma companhia adquirida pelo Google em 2004. O produto, renomeado de Google Earth em 2005, está disponível para uso em computadores pessoais rodando Microsoft Windows 2000, XP, Vista, 7, Windows 8 e 8.1 MAC OS X 10.3.9 e superiores, LINUX  e FreeBSD.
O programa está disponível em duas diferentes licenças: Google Earth, a versão grátis mas com funções limitadas; e o Google Earth Pro (gratuito) que se destina a uso comercial. O Google Earth Plus (R$20 ao ano), que dispunha de recursos adicionais foi cancelado em 2008 por motivos comerciais.

Um site bem legal que  possui vários mapas brasileiros: http://mapas.ibge.gov.br

Exemplo
,

Ficha-Resumo:

Denominação:
Mapa do estado da Bahia, Brasil.
Definição:
Documento que reproduz a localização de um estado, situado em um determinado País.

Caracteres Externos:
Classe: Desenho
Suporte: Papel comum; 38x49 centímetros.
Formato: Documento simples.
Forma: Original

Produto: Hondinus, Henricus (1597-1651).

Data da criação:
1630 d.C

Destinatário:
Indivíduos que necessitem de auxílio para se localizar.

Legislação aplicada mais relevante:
Ausente.

Trâmite para expedição e vigência:
Não cabe. Documento particular.

Vigência administrativa do documento:
1600 d.C – 1699 d.C, segundo os ditames e costumes do período.

Conteúdo:
Este mapa detalha o estado da Bahia no Brasil.

Ordenação de série:
Mapas históricos do Brasil.

Séries relacionadas:
Mapas do Brasil
Mapas Estaduais
Mapas Antigos

Comentário Arquivístico
Este mapa antigo, mostrando o estado da Bahia, no Brasil, é obra de Henricus Hondius (falecido em 1638), membro da famosa família holandesa de cartógrafos. Seu pai, Jodocus Hondius (1563-1612), adquiriu as chapas para o atlas de Gerard Mercator Atlas em 1604 e, em 1606, publicou uma nova edição desta obra. Henricus e seu cunhado, Jan Jannson (falecido em 1664), publicaram o Novus Atlas (Novo Atlas), em 1637. Os mapas holandeses do século XVI eram marcados por inserções ilustradas, conforme se observa neste mapa e eram, em geral, o trabalho de famílias de cartógrafos. Este Mapa encontra –se sob a tutela da Biblioteca Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro – RJ.

Referências Bibliográficas
http://www.wdl.org/pt/item/1110/#q=mapa+do+brasil+&qla=pt